sábado, 3 de março de 2012

Leopoldo e EU...


No último sábado trouxe para casa o Leopoldo, vulgo Léo. Ele é um filhote de Poddle Toy. Sua companhia tem sido um tanto quanto trabalhosa, mas divertida. Ele está aprendendo a fazer xixi no jornal. Esta noite, por exemplo, ele não chorou. Quando eu acordo para trabalhar, vou ao seu quartinho. Ele pula em meus braços como nenhum outro ser humano faria numa manhã chuvosa como ontem. Aquilo me deixou feliz. Simples assim. Acho que não precisamos de muita coisa para sermos felizes basta existirem reciprocidades verdadeiras, e aí está a diferença dos animais para os humanos. Talvez estejamos vivendo um tempo tão sombrio que a irracionalidade animal é mais aconchegante do que o mais profundo pensamento humano.

Essa nossa inteligência capaz de inventar a luz, o telefone, a medicina e uma melodia, também é fértil na hora de discriminar, de iludir, de guerrear. Ao inventar crenças, ideias, regras, fogueiras, muros, forcas, armas e bombas, nós arquitetamos crimes e mentiras, assim como abraçamos e recitamos poesias. Nós, seres humanos, fomos capazes de fazer do nosso próprio ambiente, um lugar hostil, sombrio e atemorizante. O medo está nas esquinas, nos sinais de trânsito, dentro das lojas e casas. Está em nossa alma, coração, intelecto e pensamento.

Os peixes sobrevivem porque vivem em cardumes. As zebras e gazelas tornam-se presas fáceis quando desagregam com seus próximos. Os gorilas e macacos, as andorinhas e as abelhas. O homem, passado milhares de anos ainda não conseguiu se organizar em sociedade, ser verdadeiramente feliz em família e respeitar um desconhecido qualquer. Certamente não sei o que fazer, mas talvez a solução desta racionalidade contraditória que constrói e destrói instantaneamente, esteja na inteligência animal. Observando as formigas, os besouros, os leões, e peixes. Parece-me que a essência divina não se modificou na vida destes animais desde os primórdios da criação. Num outro hemisfério vivemos um instinto assassino, auto-piedoso, avarento e competitivo de um mundo moderno que ensina que, quem não mata, acaba morrendo. Devo aprender a excelência da conduta moral dos papagaios, a religião dos elefantes, o profissionalismo das formigas, a fidelidade dos cães e a eficiência das abelhas. Ficar olhando para este cenário animal tão perfeito e sincronizado me envergonha, porque a minha mente, até certo ponto esclarecida, ainda não conseguiu fazer pensando o que eles realizam por instinto. Pode ser que retornando ao jardim de Deus, redescubramos nossa mais profunda essência racional, e isto nos redirecione a um paraíso existencial. Cheguei a conclusão que Deus reuniu todos os animais em uma arca, não somente para salvá-los, mas para que Noé e sua família pudessem aprender alguns padrões de vida que os homens ainda não haviam compreendido. Por mais incrível que pareça, temos muito a aprender com a paciência das galinhas. Se vivêssemos uma vida de grão em grão, talvez não estivéssemos morrendo engasgados pelo stress.

Pense nisso!

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